autor: Cidnei de Solé
Rôla mole que fica dura
Tanto bate até que goza.
O apressado come cu
carente
Mais vale um pinto na mão
do que dois no ânus
De todas as putas, o gozo
De todas as covas, o morto
De tempos em tempos, conforto
De tanto que ladro, até mordo
De cima pra baixo, eu subo
De onde vem esse sopro?
Depois de amanhã vou correr
Dê um tempo e verá
De tudo isso aqui eu me farto
De longe eu vejo e vomito
Depois de amanhã eu me mato.Eu prego que haverá melhoras
Na poesia sempre achei emprego para todas as palavras.
Eu prego que haverá guerra
Eu prego que haverá pragas
Eu prego que perderei as pregas.
A mão que afaga é a mesma que apedreja, é a mesma que escreve e a mesma que masturba.
Por todos esses séculos, a mão encarnou papéis distintos, tal como a própria representação do Homem na visão cristã: ora como instrumento de Deus, ora do Diabo.
Houve a separação total de significado: quando utilizada para os fins estéticos da escrita, faculdade elevada da alma, não houve quem mais elogiasse a escrita; mas quando utilizada para a finalidade humana da masturbação, houve somente pecados e julgamentos.
Aliás, as duas faces de uma mesma moeda sempre perseguiram caminhos diferentes desde o surgimento da moral humana. Por exemplo, o amor, quando portando o manto da reciprocidade e moderação, chama-se tal, mas quando se veste de grande intensidade e possessão, chama-se paixão. Nem ousarei dizer o seu nome quando transvestido de não-aceitação e rejeição por parte do objeto amado.Quem irá dizer que a origem não é a mesma? Nos fizeram acreditar no contrário.
Eis que destilei toda essa história para lhes falar do ponhema. A arte imita sim a vida. Não há escrita sem gozo, roteiro sem masturbações mentais e monografias sem fugas vorazes pelo mundo da punheta. Não há poesia sem punheta.Quando dizia “das brancas ovelhinhas tiro leite”, Gonçalves Dias não estava tirando leite das ovelhinhas.
Viva o poeta que, após três punhetas, concebeu a poesia romântica, sem que ninguém soubesse.
Neste dia das crianças faça algo diferente
chame aquele amigo fácil, disposto a dar o cu
pegue-o de surpresa para que não faça chuca.
E ele já na sua casa,
já em sua cama,
já nu, diz:
Não sei se quero…
Vá até a cozinha,
pegue um palito de churrasco
peça que seu amigo se vire para uma massagem
e lhe enfie o palito no cu
Gire gire gire
até que a merda grude no pau
está pronto seu algodão de cu doce.







